segunda-feira, 2 de agosto de 2010


Olhe, dim, eu não sei como pronuncia o seu nome, mas estou escrevendo só para lhe dizer, que eu não minto nem omito, nem falando nem escrevendo, no entanto, dim, eu não sei contar dias passados, acontece que sobre a morte do primeiro ratinho eu relatei, o segundo, que atravessava, mas não sei se a esquerda ou a direita, bem aqui defronte do prédio, quando eu não entendo do que se trata determinada coisa, dim, eu faço isso. mussurudaké. Às vezes, dim, o não entender é tão profundo que é praticamente morrer. Você acha ruim, dim, eu ter tanta simpatia por um rato comum? Pois eu tenho. E tudo aconteceu, justamente, quando a empresa de lixo entrou em greve. E lá estava ele todo dia no meu caminho, um dia assim, um dia de outro jeito até quase desaparecer, ee até finalmente, acabar a greve.
Você não acha estranho, dim, que eu repita tão próximo de vezes o seu nome? o desprezo dói, dim, seja quando demonstrado por uma pessoa, seja demonstrado por um rato, nem eu tive coragem de tirar ele dali, meus olhos marejou nesse momento. Eu não minto, jim, mas desta vez omiti porque não entendi, não entendi até finalmente entender, porque por causa do desprezo a gente chora, chora por uma pessoa e chora também por um rato. Eu, pelo menos, choro.
Quando a gente vê um, dois, a gente chora mais não quer que eles venham de novo.
Eu sou um Rato exemplar, dim. Não ando por cima como os outros, eu só ando por baixo, já lhe disse, dim, que construo caminhos dentro da terra? Eu só gostaria de entender porque dim está sempre tão próximo de outro dim. é referente a você ou a muitos outros dim?


Eu sei me desenhar, tá vendo, dim, click





Publicado em 02.08.2010, às 15h52minutos

A morte não é algo desejável, mas desprezar a vida, seja de quem for é além do admissível. Eu fico pensando naquela menina, viu o que as pessoas diziam a jesus, o descaso, o já aceito, o já conformado, o já concluído, o já não tem mais jeito, apenas com o riso. Imagine que ela era conhecida de todos, diferente de um desconhecido, sem nome, sem afeto, sem endereço. Se não somos capazes de olhar para um desse, ainda que ele seja um rato em personificação e não em características.


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