Olhe dim, veja o que é sorte.
A princesa, deitou-se do lado direito do caderno,
o que não impede de eu transferir o que escrevi
para cá.
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Onde a gente acha os autores de novelas dentro
da trama que eles escrevem? Porque não é pos-
sível uma pessoa ter tanto afastamento daquilo
que escreve. Você consegue?
Acredite, dim, eu só escrevo na página direita,
hoje foi a primeira vez que escrevi deste lado.
Núcleos - descrição de personagens. Envolvi-
mentos, relações, relacionamentos, posturas e
crises. é tão seco, é tão profissional assim?
Você vê, dim, como em novela não cabe tudo.
É claro que você colocou, uma pessoa pobre
mais vistosa, do jeito que o vendedor brasileiro,
por exemplo gosta de atender. Só se saberia
que a escolaridade dela é baixa se colocá-la
para conversar sobre um assunto específico.
Até agora a vitória não passou por nenhum
choque social que a fizesse pensar em desis
tir, de verdade, da situação confortável que
ela está tendo. é conforto demais, dim, para
uma pessoa.
Bem, eu vejo que autor de novela é aquele
que procura o superfluo, segundo o seu
interesse, a sua vontade, para sair cortando-o.
De repente, encontrar outra vertente, será
o mesmo que desenvolver outro enredo.
Mas a história de vida de vitória está tão
anti natural, tão refrigerada. Tá certo
que no Brasil, o que acontece é isso,
Deve-se estar supondo que o médico,
famoso, se o é, só o pode ser por estar
frequentemente em revistas de cele-
bridades, o que parece não ser o caso
do seu médico. E, se ele aparece em
revista especializada, perguntaria
como as vendedoras poderiam conhe-
cê-lo?
Desculpe, dim, tá faltando um elã de
realidade nessa estória que une o
seu médico a sua linda mulher,
faltou um pouco de criancice,
(será que já passou do tempo?)
Desculpe, dim, apesar de apre
sentar o verdadeiro significado
de a moça (no Brasil, sortuda!)
chorar na apresentação, essa é
uma cena que já foi repetida em
muitos filmes. Depois ela deveria
ser muito mais malandra do que
é para fazer aquela cena mais
real.
Tudo bem, dim, que a sua estória
é adequada para 10 anos, mas um
pouco de maldade, além de mentira,
sem representação qualquer criança
sabe reconhecer.
Uma certa criança de 5 anos, quando
vê filme, mesmo de criança, e vê
cena de agressão social, ele diz:
Desligue. Isso é está assim, não
quero ver.
Desculpe, viu, dim, mas está pra lá de
água com açucar essa engrenagem
social entre o seu médico e a sua
linda mulher.
Sabe, dim, você me desculpe, mas
está faltando aquele frio no estomago,
não sei exatamente onde é que esfria,
see é no estomago ou no coração.
Pois é, está faltando isso entre o
seu médico e a sua linda mulher.
(no conceito do Brasil).
Mas colocar na novela tal qual é no
Brasil que a gente vive e vê acontecer.
É verdade, dim, que quando, mesmo
sem perceber, se está amando, a primeira
coisa a acontecer´é buscar na mente,
nos pensamentos alguma coisa desagradá-
vel que tenha feito a pessoa. Se ela tivesse
lembrado do que tem feito ao doutor e o
que ele teria proporcionado a ela, princi-
palmente naquele momento, a lágrima
seria mais convincente, se ela tivesse feito
algo sério. Mas mentira? Mentira que não
causou morte, não prejudicou seriamente
a alguém?
Sinto muito, dim, mas uma verdade tem
que haver nessa novela que possa transfe-
rida.
Tá faltando um toque de realidade, de
experiência que queira traduzir-se.
Regressão, por exemplo.
Você acredita em regressão, já teve ou
conheceu alguém que tivesse tido uma
e´xperiência? Conhece algum casal que
tenha se encontrado em outras vidas e
que dela tenha trazido alguma prova,
alguma sinal?
Sem um mínimo de verdade, dim, isso
é possível de ser tranferido com verda-
de. Algumas coisas não são suficientes
apenas a representação.
Não dá para representar aquilo que
não acredita ou que se quer desconfia.
Eu, por exemplo, não acredito que se
vive várias vidas, mas isso não me im-
pede de, assistindo uma novela, um
filme pensar que isso poderia ser
possível, ainda que SE.
Quem não quer um amor para sempre
vivido várias vezes com a mesma pessoa,
claro.
Mas, pautado em que podemos ser
convencido que isso seja possível?
Às vezes, dim, muitas vidas , nada mais
é que vários momentos vividos, onde
o amor é reforçado, reconfortado.
reconstruído, é nesse aspecto que eu
acredito no amor.
E, olhe, dim, eu não sabia que ia
sequer escrever mais, no entanto,
estamos aqui.
Amor, dim, é assim. Vou tentar mostrar.
Como não estou conseguindo fazer,
vou usar as palavras:
Imagine um retângulo, com vários
quadrados dentro dele e de quatro em
quadro quadrados as cores vão identifi
cando o caminho por onde os quadro
quadrados passou, ou seja; ele
passa por entre épocas, situações,
problemas, etc, incólumes.
Quer mais vidas do que essas?
deixando para trás o que precisa deixar,
aprendendo mais do que precisa aprender.
Conquistando o que conquistou e por aí
vai.
Imagine uma embarcação marítima
no oceano, desviando-se dos perigos,
esperando chegar ao porto. A diferença
sobre o amor, dim, é que não há porto
onde se queira aportar, esta-se querendo
continuar, mas onde, so o mundo parece
estar já totalmente catalogado. O amor
está além dos portos estacionários, no ar,
no espaço, no fundo do mar, portanto,
o amor é tão , tão, tão, tão, tão querido
que tudo o que se quer é levar consigo,
como uma jóia a guardar. Mas o amor
está além disso tudo, Tão além que
para quem ama só tem uma coisa a
querer e fazer, amar. Chegando aos
portos marítimos, aeroviários e
tantos outros, já que o que se tem
é isso.
É isso aí, dim. Ninguém precisa de
vidas passadas para crescer, para expe-
rimentar o máximo do que seja o amor.
Mas mesmo assim, com um pouco de
realidade, é possível fazer as pessoas
crerem até no que nunca experimentou.
Dependendo de quem está escrevendo e
de quem está representando.
NÚCLEO - Descrição de personagens
(envolvimentos e, posturas e, crises).
Ricardo - Filho (morto) Mulher (morta)
(segredo - o que gerou comportamento - Negativo em geral - objetivo, desenvolvimento: o que, quem vai fazer ele mudar de atitude)
Viviane: Pessoa de condições financeira, intelectual, social diferente das de Ricardo. desculpe, mas a demonstração dessa situação da personagem não é mostrada.Ela é muito falsa, existe uma altivez na personagem, muito parecida com certos tipos de pessoas que existem por aí. Sinto muito, mas falta um que de malícia inocente que eu não vejo ser transmitida. Bom, eu não assisto como quem tem 10 anos, mas de expressão eu olho como quem tem 10 anos, olhando para quem a esconde. Acho que está na hora de botar para fora, todas as expressões, está todo mundo com feição dura, olhos estatelados e fim.
Publicado em 12.08.2010, às 11h33minutos
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
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