terça-feira, 24 de agosto de 2010

o maior sonho da minha vida
é esse. Me comunicar através
de carta, dividindo com
a outra pessoa a casa onde
ambas habitam.
Não se faz tanto isso nas
empresas?
A correspondência vai
do menor até o mais alto
escalão.
Eu quero que a nossa chegue
a Deus.
Eu acredito no possível,
impossível é para quem não
pode acreditar.
Nada de na sala, uma casa
tem tentos vãos.
Primeiro seremos vizinhos,
aqueles que entram pela
sala e vai direto para cozinha,
ou então entra pela porta dos
fundos, ou vai para a cozinha
pelo quintal.
O vizinho que não faz isso
não é amigo, porque vizinho
que bate em porta de frente
é para fazer reclamação, do
filho, do neto, do sobrinho.
A esse eu escorraço. Espero
que não seja o seu caso.
Porque vizinho quando
conhece de quem a criança
é neto, é sobrinho, é filho,
sabe o que tem que fazer
para poupar os avós, os tios,
e os pais.
Eu sou uma avózinha.
Avózinha assumida pela
idade, pelo tempo.
Rodeada de amigas e amigos,
enfim, vizinhos.
Sabia que quem coroa uma
criança são os mais velhos?
E, eu, eu, viu, dim, sou eterna
princesinha. Chamada assim
uma vez, princesa sempre.
Imagine o meu mundo.
É, O mundo de cada pessoa
É, inimaginável, mas de possível
translado.

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