A gente acha todos os que estão dentro de nós.
É dim, quizeram construir uma torre pare chegar aos céus, no entanto, ele está, aqui, dentro de nós.
É, dim, nós criamos nossos ideais, nossos projetos, nossos formatos de vida, e comigo não é diferente, com você também, não.
Não tenho, dim, interesse de inventar coisas para ter o que escrever, o que dizer, tudo o que escrevo é, verdadeiramente, experiência vivida.
É verdade que, escrevo como quem monta um quebra-cabeça, que de uma peça pode-se formar outro quebra-cabeça, feito para o impossível, uma criança para quem, peças numeradas, nada serve, quando ela ainda não sabe contar, mas está aprendendo a montar as formas. Que idade é essa, dim?
Dim, enquanto ela fazia isso com a comida, com a mão, eu assistia. Há formas e formas para ensinar, e formas de fazer comida.
Nada de esperar a festa com seus formatinhos de doces, de salgados, melhor, dim, era isso, formatos feitos à mão para comer, comendo num batentezinho. E cá estamos nós.
Dim, se quer saber saiba, neste momento estou totalmente gato assistente e de outro modo, um rato que assiste. Quem aprende mais, o que é assistente ou o que assiste, ou quem está usufruindo? Quem você responde?
Porque, dim, você acha que considerávamos divino a bolinha que nos davámos? Assistir, dim, próximo ou distante? Estamos afastados, assistente é o necessário. Gato faz parte de família, eu não. O mesmo bolinho que partilha com a criança, partilha com o gato, para mim, não.
Pois então, dim, tire uma carta de acesso.
Quem dera eu fizesse um programinha que você, ao colocar o dedo sobre a carta aparecesse a image.
Numa coisa somos todos semelhantes, somos sensíveis ao toque, porque em mim, dim, só sou tocado quando sou carregado pelo rabo depois de morto.
Por que as pessoas têm tanto medo de mim, dim? Você sabe?
Nascidos somos ~todos tão inofensivos, só nascidos, crescidos cada um com sua forma diferente de se defender.
A diferença entre nós, dim, gato e rato é que o gato assiste e é assistisdo, por isso eu, dim, mesmo assistindo (de assistir (vigiar)) vivo ao deus dará (conta de si mesmo também, como todos os outros)
Enquanto o gato tem quem dê testemunho dele, quanto a mim, nada de ser assistido, mas contento-me com esta verdade e por ela espero. A recompensa que terei, não dos humanos, mas deste mestre.
Publicado em 04.08.2010, às 11h27 minutos.


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