Vocês quase acreditam em massa que fala, plástico que fala e tem medo de acreditar em mim só porque não tenho nome para (não) ser chamado? Isso é para vocês verem quão importante é, o nome, para uma pessoa.
Mas eu não sei a que distância do visível estou para vocês, porque nome significa, antes de tudo, presença. Vocês não põem nome no que não conhece, só no que lhes é presencial, no que vê. É por isso que não tenho como dizer o meu nome. Vocês me conhecem? Sabem quem eu sou?
Alguém, pelos dados que dei sobre mim, pode me desenhar, mas isso é suficiente? Ele pode dizer que me viu? Só se revela o nome para o conhecido. Aliás, vocês sabem o porquê do costume de colocar nome?
Desculpem-me, mas nesta transferência de letras acontece essas coisas. Digo o que não escrevi.
Nome é uma forma de contabilidade, individualidade, controle. Assim como o gen (esqueceram dele, a moda agora é DNA.
Assim como somos individuais em tudo que diz respeito ao nosso corpo, por dentro e por fora, somos individualizados pelos nomes. A nossa unicidade começa, externamente, pelo nome.
Mas no nosso caso não basta o nome. Precisamos da cadeia familiar, quanto ao nome. É muito difícil encontrar pessoas com nomes semelhantes.
A mãe do presidente tem o mesmo nome da minha mãe, tanto no nome próprio, quanto no apelido. E viveram tão distantes. Tiveram vidas tão diferentes, viviam em lugares tão diferentes. Coincidentemente, uma cadeia que foi preenchida, coisa difícil de acontecer.
Mas da mesma maneira como somos uma unidade por causa do (nome) da mãe e do pai e ninguém confunde-se em relação à mãe que possue.
Adão não assistiu os animais se colocarem nomes. Ele estava fazendo isso em relação ao animais.
Precisamos codificar os animais. Daí só resta uma coisa. Número. Mas para nós não basta. Temos que, atrelado ao nome, colocar os números.
CPF. IDENTIDADE. TÍTULO DE ELEITOR. PASSAPORTE e todos os outros números de documentos que são originados por cada necessidade que se tem de se provar quem é e o que está querendo.
Porque, se o nome é tão importante, mais importante é o número.
O número é tão mais importante que o nome, o problema é o mau uso dele.
O número é muito mais informativo do que o nome.
São tão atrelados, tão atrelados que tornou-se impossível um andar sem levar o outro.
O problema do número é, que ele (não sei se existe a palavra)detalhiza, e o mundo, a isso não comporta.
Por que que num único programa não poderia caber todas as informações das pessoas, mortas e vivas, porque as mortas originaram novo percurso na vida daquelas que ficaram.
Vocês não acham que se o Google fosse bastante, já não se teria recorrido ao seu sistema quanto ao uso para esse fim?
O mundo precisa se organizar. organizar é mais do que computadorizar-se.
Essa coisa de precisar ligar, de precisar clicar para funcionar,para acessar, para entrar para sair.
Ainda estamos longe do precisado.
Mas nos contentamos tanto com o que recebemos do homem.
empestiamos o mundo com o que não nos serve mais.
Quem não sabe como era no brasil quando começou o computador que usamos hoje.
colcha de retalhos.
As coisinhas que estão lá dentro só têm nome se for placa disso, placa daquilo e daquilo outro, mas as pequeninas coisas lá constantes, não recebem nome, na verdade, elas apenas são feitas para.
E foi assim que ficou sendo chamado o computador. Utensílio. Ainda não o chamam assim? Porque não querem.
É lei ou regra do mundo: Daquilo que não se sabe fazer não se pode julgar, apenas aprecia. Ou seja; o famoso cala-te boca! Epa! Já falei.
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