domingo, 13 de junho de 2010

Esrito em 12.06.2010 às 8h11minutos

A imagem. Ah, a imagem. Parece que não resolveram ou não conseguiram nos levar para laboratório, repetir façanha que fazem com outros animais. A nós, só nos resta caneleira.
Sinto muito que não possam me ver. Posso me corporificar assim, de qualquer jeito por qualquer situação. Mas, porque, sempre uma pomba, um pombo? Manter padrão leitura, de representação?
Sempre branquinho(a), sempre bonitinho(a), sempre simpaticozinho, simpaticazinha? Eu sei que o homem precisa de representação e que representação é o marco para ele. Eu não, se me corporifico como ave é porque ela é a única que ela é a única que sabe voltar para casa, e isso é muito importante. Quem teve experiência comigo sabem como eu sou. E eu sou surgimento. Mesmo as áves, os pássaros comuns transmitem, no seu comportamento natural esta idéia, mas para vocês, surgimento só do incomum, do raaro, do que não se vê sempre. A idéia é justamente essa. Surgimento não é isso? O que é? De onde veio? Por que não o vi antes?
Vamos ver, vamos ficar olhando para saber o que ele faz (de igual ou diferente).
Estudiosos, vamos ver a sua plumagem. Por acaso sou pavão?
Quem que tenha me visto, me viu pousar no chão?
Meu destino é você. Singularizei porque diante do surgimento você tem medo. Não, mas não comigo. Não sou prova, sou certeza. Existo. Se me vêem branco como uma pomba nada posso fazer. Existo no cinza e, caneta que escreve não é conhecida a tinta cinza (por isso o preto) O homem padroniza tudo, ou seja; ou é como ele quer ou nada! Ele não deixa existir.
Não atendo chamados, sigo ordens. Sou muito bem programado, muito bem instruído. Onde, quando, e quantas vezes vocês me viram. Aqui, aqui, ó. Acha que eu moro ali dentro? Eu existo, sou real.
Publicado em 13.6.2010, às 7h45minutos. Gosto do extenso

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