terça-feira, 8 de junho de 2010

ESTOU AQUI PORQUE PRECISO DE UM LUGAR COM ESPAÇO

´Qual a diferença entre ensinar e dizer?
Eu encasquetei: Um mudo que fala? Um surdo que responde? Um cego que guia? Um morto que vive?
Desculpe, não sei dizer o que quero sem perguntar.
Antonio vieira ensinou. Quem ensinou, ensinou o quê, para quem. SE ele não ensinou, mas disse, alguém tomou isso por ensinamento e propagou.
Continuo encasquetado: O livro é para quem o lê um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.. De todos eu só acredito no que é possível, mas mesmo assim, se fosse colocado um (re) na frente, ainda assim, não iria acredita.
Desculpe, Padre Antonio Vieira e seus seguidores, mas para mim o livro fala, responde, e guia, também só vou até aí.
Não quero me identificar, no momento estou transitando entre o aluno e a escrita, mas quando finalmente, chego ao final, o que acontece?
O único morto que vive até hoje, não se chama livro, chama-se Jesus Cristo. Acredite, não sou o ratinho, não é possível que não tenha percebido.
Se o livro é isso: Cego, surdo, mudo, podemos excluir tudo o que disse sobre o livro e afirmar. Se ele é tudo isso, o livro é morto nem assim eu escreveria: O livro é um surdo, cego, mudo que sobrevive. Viver assim ele pode se for mantido fechado. Mas já fiz a minha cota de leitura. Já não leio mais livros, não quero chegar ao ponto do que disse salomão. O muito estudar enfado é. Não li querendo levar vantagem do livro, nem do autor. Por isso, aos dotadores de opinião, que tem o padre vieira como o marco lingüistico, desculpem-me. Deixo-lhes o que escrevi acima porque abaixo despeço-me.
Nunca li como estudante, sempre tive muito o que aprender, não acredito em saber limitado, contido. Depois, o livro que construo não tem páginas.
Fiquem com o seu page up, page down, rola, rola, rola, rola. Trocaram o polegar pelo apontador por causa dos recursos?
Olhe eu aqui, ó.
Não é difícil dar luz ao inexistente, como fez de mim Padre Antonio vieira. Pensa que eu sou surdo? E quantas vezes ouvi as murmurações, e os maltratos, os desmazelos. Pensa que estive calado. Calado só para vocês, e o som. Só não é audível a pena de um pequeno pássaro, mas ele deve ter ouvido para isso.
Quantas vezes por cegueira de vocês fui chamado de inútil, porque cego e inútil são mais ou menos a mesma cois, sim, eu não sei nem o livro nem o título que vocês escolheram para passar um tempo com você. Não foi eu, tenho certeza. Deve ter sido o livro do Padre Antonio Vieira, porque eu sou o livro que não ensina e ele é uma pessoa que ensina sobre livro
A fantasia do homem em relação ao livro é tão estática.
O que o livro é antes dele ser reconhecido pelo homem como tal? Ele é o homem.

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