Admiro quem usa o sucinto para falar, para expressar uma idéia, um pensamento.
A palavra, é comparada por mim, a água que sai de um chuveiro. Ninguém abre um chuveiro para não ver água sair ou apenas um gotejar.
A palavra é construída para nos encharcarmos com ela.
Esse modismo de que o sucinto, o breve é mais inteligente, mostra inteligência.(não é de agora, daí chegarmos ao twitter, hoje).
Eu gosto de dizer no mínimo palavras suficientes para lavar os pés de uma pessoa cansada, que chegou de uma caminhada, de um dia de trabalho.
A palavra é a água da bacia, da jarra, do tunel.
Tudo é bom nas palavras até não saber Tunel, túnel ou tonel? Talvez, experientes escritores, entendidos do saber não tenham espinhos. Quero escrever mesmo é, não tenham tido esse espinho na carne. Esse momento em que o cursor não obedece, dizendo, pare aqui, é aqui, quando você quer continuar.
Jamais, por palavra, desqualificaria o resultado do trabalho de um trabalhador ou a obra de um autor, embora entenda, que desqualificar uma e outra é não lendo-as mesmo.
Não sei onde foi parar os tantos textos lidos, de tantos livros que li. Para onde eles foram, não sei.
Não posso como tantas pessoas fazem citar frases, idéias, pensamentos dos tantos que li (autores).
O problema de obras não lidas é simplesmente porque somos lívres. Ah, demorei para achar esta palavra: Lívre arbítrio, só por isso. Também, porque existe muito mais para ler do que tempo para fazê-lo. Leitura é sacrifício, é preciso muita, muita, muita vontade para isso. Ninguém lê livros ´"sérios" quando é criança ou adolescente. Confesso, que eu sim, porque amigos, tem tempo para tudo, mas cada qual escolhe o seu, mesmo não sabendo o motivo para tal.
Publicado em 19.06.2010, às 8h19 minutos
sábado, 19 de junho de 2010
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