Não é interessante crescer?
Aqui vai um carimbo, uma singela patinha.
Agora quero ir aqui também.
Eles estão se desacustumando de escrevem em caderno grande. Coisa mesmo de animal.
Em quem mais vocês Vêem isso? Em mim. Tenho pouco para dizer mas uma patinha basta.
Gosto tanto do largo quanto do estreito. Tanto do grande quanto do pequeno.
Não vou dizer muito pois a gente só fala muito do que sabe ou com quem gosta.
Não tenho muito do que apreciar do que vocês fazem comigo.
Eu não vim para ser doméstico ou de estimação. Eu vim para ser um cão e vocês não me conhecem. Sou cão de proteção e nenhum policial treinado é mais experiente do que eu.
Não preciso ser treinado, isso de cobrir a incompetência humana, não tem nada a ver comigo, e é uma violência o que vocês fazem.
Qual a pior coisa que podem fazer com vocês quando vocês estão falando? Interrompê-los.
Interromper, de qualquer modo, é violência e, isso é o que vocês fazem comigo, por isso â vocês não digo um ~
Afinal , que tipo de cachorro vocês pensam que eu sou? Não sou gente, sou bicho. Porque, que eu saiba, vocês entre si, só mandam calar a quem está dizendo a verdade. Só em filme, novelas etc é o inverso, interrompem gritando quando ouve mentiras.
Às vezes, a verdade incomoda tanto aos que a ouvem que quando não se grita faz coisa pior.
Chuta-se. Eu sou bola por acaso? Pensaram que eu ia falar de quem do mestre?
Sabe como é, né, sou analfabeto, por isso deixei logo no começo a patinha como assinatura.
O mestre foi levado a um alto monte por coisas que ele disse e graças a Deus, tudo pelo que ele passou foi por causa do que ele disse. Entenderam? Ele também recebeu um tapa no rosto, que eu estou acostumado aa receber por causa do que vocês chamam mau comportamento.
O mestre disse que falou abertamente ao mundo, mas eu não posso falar.
Se não gostam de me ouvir pra que querem me ter por perto?
Ah, porque quando não estou nos altos condomínios não passo de um cachorro que não late. Também, se não sou reconhecido pelos que moram em condomínios vocês querem que me reconheçam quando estou livre?
Lívre, lívre, não, abandonado, abandonado mais ainda assim lívre. Desde que me conceda um batente, um passeio numa porta, desde que eu seja conhecido pela rua inteira, logo, comida farta, mas o que vocês temem do substantivo, é justamente o coletivo.
Quantos destes ainda virão depois deste? Por causa da comida? Sempre a má vontade no dar de comer.
Também não vou dar a vocês o prazer de conhecer a minha história, mas uma coisa eu digo, não sou carioca nem brasiliense, sou do tempo bom, comida. Nunca me faltou batente, idem passeio, idem. Quem conhece o dono também conhece o cão dele.
Ser lívre é ser conhecido, é saber para onde se pode sair de casa um dos passeios que sentou, cada um dos batentes onde encostou.
Ser lívre é ser protegido, não por uma correia ou por donos arbitrários, mas por ser conhecido de todos.
Porque, cachorro, caros amigos dos cães, pra ser conhecido de todos so precisa prestar atenção a sua rotina. (ela mora aqui).
O mestre, em resposta a um alto representante, disse, ao ser interrogado por ele: Eu falei abertamente ao mundo... nada disse em oculto.
Amigos dos que acham felizardos os que moram em condomínios afora. Quando o dono gosta de conversar e conhece um bairro inteiro, seu cachorro só tem uma coisa a fazer. Ficar calado, sem deixar de falar.
Não sou vocês que têm rotinas obrigatórias. Minha rotina era esta um batente para me encostar.
Ninguém nunca me mandou, só dizia. Ô Lesse, cadê seu dono?
Acho que está certíssimo quem disse; Que ele cresça e eu diminua.
Cachorro está aí para provar isso, que dá notícias do seu dono a qualquer que dele perguntar, só com a presença. A palavra, a santa palavra, fica por conta de quem a quer anunciar.
Coletivo, acho que vocês não querem nem de anjos, veja o que um só fez jacó, o que três fizeram a sodoma e sabe você quantos fizeram a babel e em tantas outras situações.
A verdade é que o metre disse que podia trazer até nós uma legião, e ninguém escreveu na bíblia que vocês conhecem ouatra quantidade além desta que o mestre anunciou.
Todo contrato, infiltradamente, diz isso. Se lesse antes não estaria reclamando.
tudo por causa do tamanho da letra. Mas eu não disse lá na frente, sou analfabeto, agora querem me chamar de burro e só corta, corta de orelha, de rabo.
Se não me aceitam como sou pra que me querem?
Na cadernetinha eu vim ao mesmo tempo que estou voltando.
Publicado em 15.06.2010, às 12h02 minutos
terça-feira, 15 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário