quinta-feira, 29 de julho de 2010

Escrito em 28.07.2010, às 19h e poucos minutos

Dim, se eu demoro mais um pouco não sei o que seria dos seus personagens, e não vem botar culpa no meu amigo corvo. Só porque dizem que eu tenho sete você quer que eu vá descartando elas? Além do que, dim, quem sabe esse negócio de morrer e voltar não é comigo, é com a maria cris... ops! Desculpe, quase entreguei por sua casa, digo, sua causa.

O que é dim, voltei outro gato. Você, quando se relaciona com pessoa diferente, por acaso, você age do mesmo jeito para ambos?
Não entendo de crescimento, de melhoramento. Quando determinado produto anuncia melhora é acréscimo de algo. Dim, você me desculpe, mas, você já imaginou a árvore ser cortada para melhorar, para crescer?
Já pensou esperar morrer para depois evoluir?
Sinto muito, dim, mas essa ´história de não sei quantos palmos, para depois ser comida, para evoluir depois de não ter mais corpo. Olhe, dim, eu prefiro não chegar a este ponto. Porque morrer começa como numa corrida. Assim como se conta os dias de que morreu para frente, eu prefiro contar do zero..
Eu quero melhorar minha vida, segundo a segundo, para saber que posso recuperá-la.
Olhe, dim, morrer e voltar é o mesmo que mergulhar o anzol e trazê-lo de volta. Deus me livre, eu esperar, apenas trazer peixe, peixinho, peixão, eu quero mesmo, dim, trazer do jeito que foi, vazio.
Não quero aprender sobre o fundo do mar se ele não é o meu mundo. Meu mundo é dos vivos, e não quero receber aprendizagem alguma vinda de baixo, eu só quero aprender a manejar o anzol aqui de fora.
Desculpe, dim, esqueceu? Sou um gato. Tá pensando que estou falando de quem? Ou estou falando como quem? Eu sou gato, né dim, eu quero pegar peixe, peixinho, peixão mas, se tiver uma dona que me sirva nos meus horários nem de anzol eu quero saber. Entrego-me à morte como me entrego à vida.
Dim, a gente não faz como quem melhora produto, como por exemplo, o leite ninho não é mais aquele olhe o novo gosto del, ARG! Tá vendo a minha língua, dim? é por causa do leite, né por causa de tá falando de cristina, acontece que quando cheguei ao del, houve interrupçao. Considerando o automatismo da palavra, disse del, del ficou sendo, não consegui escrever, apagou tudo o mais que viria.

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