quarta-feira, 7 de julho de 2010

Escrito em 07.07.2010, às 10h37

Eu sei o que é lançar um livro. Eu já tive essa experiência.

Através de qualquer coisa que conquistamos, o apoio da ´família é fundamental.

Para mim, todo mundo sabia, em casa, que um livro publicado era um sonho meu.

Eu quis mais que escrever livros, mesmo assim escrevi mais uns três ou quatro, os quais não fiz questão de publicar.

Não me importo com o livro. Não me importo com letras travadas, coitadas. (As letras escritas em livros). Elas são obrigadas a dizer atudo o que seus mestre mandam.

Jamais faria isso, diria de mim, as letras, sou seu mestre.

Letra para mim é liberdade.

Outro dia li um texto de mário quintana sobre o casamento. Não senti prazer nenhum naquilo que ele disse ser juramento melhor do que o do padre. Não vi graça, não vi doçura. Foi tão seco, tão seco, tão seco, tão cego como quem casava obrigado, antigamente.

Desculpe, estou falando de Mario Quintana.

Desculpe, mario quintana, e daí? Tã na onda do narrador galvão, que tava fazendo do jogador kaká, a sua marionete, na sua narrativa?

Porque o jornal nacional de fátima bernardes foi muito generoso ao apresentar a história social de alguns escolhidos de dunga. O que eles tinham em comum? Diferente deles, só mesmo kaká.

Quando eu era criança, que tinha liberdade com as letras, eu era conhecida assim, pelos meus amigos: CICA (Vou abrir um bem aqui - Acho que eu ainda nem tinha nascido quando aprendi o quanto era gostoso para as pessoas estarem à mesa comigo, vocês pensam o quê? Vou me alongar um pouco. Que só se sabe sobre si depois que nasce? Fechei. tô dizendo, só pra vocês saberem. Se não viu. Sinto muito. Olhe ele aqui)

Quando conhecemos as letras, não, mas os sons delas, crescemos.

Pensaram que perdi quanto tempo para aprender a diferença entre cica e quica. Mas ainda não era assim. Na verdade, assim fui chamada por causa de um livro. Quincas Berro D`agua. Fui por muito tempo, na minha infância, chamada assim. Quinca, quinha, cica, mas na pronuncia, olhe o som. Quica, ou então assim. KIKa, e assim ficou.

Eu, hoje, lembrando o palavrão de kaká, que antes pensei: Será que ele sabe o significado?

Pois é, lembrando do comportamento do narrador em relação ao jogador, sem querer, saiu de dentro de mim, a palavra cocô. O som das palavras é divino nos nossos ouvidos. Aí me lembrei:

Que desprezo por palavras só faz vocês fazerem um coisa. Substituir uma por outra ou inventar.

A falta de equilíbrio da criança (principalmente em lugares de requinte do país) faz com que aquilo que os artistas ignoram como palavrão, que é para os outros, receba o nome de KAKA.

Liguem, não, quando a gente é criança passa por muitas portas até chegar a isso.

Eu disse: Até a criança chegar ao equilíb rio de sentar no penico, é melhor florear a palavra daquilo, que antes de deixar nele, ela deixa na fralda.

Publicado em 07.07.2010, às 1h18 minutos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário