quinta-feira, 15 de julho de 2010

Escrito em 15.07.2010, às 9h54

Oi jihn,
não sei pronunciar seu nome. Gim? Dim?
Jihn, jihn, não sou computador.
Agora você me colocou para achar onde tem ponto nos escritos?
Sei que seria mais fácil usar programa de computador para isso.
Acontece que sô anti gênica - nem sei se existe esta palavra - Meu Deus, tiraram o U, e agora? O que fizeram com ele? Só para colocar o warning do ô.
Agora essa, ficar inventando esse warning na minha cabeça.
Olhe, jihn, é assim que fecho acessozinho. Palavra que não faz parte do meu vocabulário conhecido, de uso, que apenas está armazenado em um dos tuneiszinhos existente.
Inventaram, sei lá porque, que ratinho gosta de labirintos, eu não.
O que eu gostava de apreciar, meu passatempo predileto, era ver o trabalho do construtor, não do pedreiro, mas aquele que vem antes dele. Nem todos tiveram essa experiência de assistir a alguém erguendo uma casa de taipa. Aprendi a fazer isso, jihn, dentro de mim, construir, como faz com casa de taipa, com terra. Eu aprendi com palavras. Eu construo labirinto para os outros, não para mim. É o ratiinho que trabalha dentro de mim, a meu favor. O Gato trabalha do lado de fora, é o que vigia.
Eu quis fazer de mim o que eu sou. Construtor de mim mesmo, ou você acha que isso não é possível?
Ora, jihn, se há quem elabore programa, jogos que defina o individuo como capaz - que querr dizer, ágil,´hábil, - e as pessoas se sentem felizes e realizadas por atenderem o passo a passo de quem determinou, o que há de impossível em uma pessoa auto construir-se?
Acreditaria se esta pessoa fosse um robô? Então, Eis aqui seu robôzinho, jihn.
Chega de sons de ferragens. chega de voz computadorizada, chega de tantos códigos, de tantos sinais. Chega de tanta parafernália.


Dá um copo decente ao gilmar, jihn.
Tanta maldade por causa de querer beber num copo melhor. Eis a taçinha que estou mandando para ele. Fiz à mão, com o U que vocês fizeram desaparecer.
Não sei dia, não sei hora, não sei quando, mas se a questão é achar o ponto, jihn, olhe eu aqui.
Amigos, sou verdadeiramente, bom condutor. Só trouxe comigo os pequenos, os quase eu , os quase semelhante, pois é assim que são vistos os inferiores. Um quase. Aqueles que não chegaram a ser.
Na verdade, amigos, vou me tornando, vou começando a ser eu a cada ponto em que paro. Vejo-os tão grandes, tão importantes, tão mais, que quase nem me vejo. Sou menos do que se pode ver. Até o microscópico revela alguns, mas eu, condutor, sou apenas o quase, o quase que você vê.
Publicado em 15.07.2010, às 10h40 minutos.

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