quinta-feira, 15 de julho de 2010

Escrito em 15.07.2010, às 12h06. Vamos comer jihn?

Oi jihn, disse o mestre, que certo alguém, quando achou o reino - que era como pedra preciosa num terreno,- guardou-a e foi buscar dinheiro para comprá-lo.
O que é o reino do mestre, senão a palavra?
Caríssima, jihn,
Sou muito devotada às letras (às letras mesmo). Acontece que o reino. O que é o reino? O reino é constituído de palavra.
Jihn, ninguém sai por aí identificando palavras para saber a partir de quando ela começou a ser usada. (sem falar o filologo)
Todo mundo toma posse da palavra, ela é usada fazendo parte de grupos específicos.
O homem determina o que, quem, pode usá-la. O homem determina quando, porque e para que.
Eu não desprezo nenhuma que venha a mim, tal qual o mestre disse: Quem vem a mim jamais lançarei fora. Assim como o mestre faz com o homem, assim sou eu com a palavra que vem a mim.
Lógico, que se o mestre disse isso, sobre quem o procurasse, ele não vai, certamente, perguntar: Quem é você? Você é de qual família? De onde você vem?
Ninguém espera trazer à tona palavra que não conheça, que não faça parte do seu mundo linguístico, da sua realidade social, familiar, profissional, religioso, etc.
Eu vou ter que parar aqui, não sei se vou continuar esse escrito. Se sim, até já. Se não, não.
Jihn, a gente precisa amar muito,
os indefinidos.
Porque amar é trazer à tona o peixe que você ainda não sabe nada sobre ele. Tamanho, peso, cor, nome, quantas escamas.
É assim que se ama. É assim que eu amo a palavra, seja ela qual for que venha à tona. E como se faz com o peixe, assim eu faço.
Desculpe, mas há muito tempo pratico a pescaria a lá jesus. O peixe veio, pedro tirou a moeda e soltou-o, o mesmo eu faço com a palavra, mas fui um pouco além, jihn, precisei ser muito, muito, rápida.
Porque para Cristo até os animais tem algo para fazer, para ensinar, para dizer. Aliás, se tem algo que Jesus sabe fazer, múitíxximo bem. Vou parar.
( começa assim, jihn, as letrinhas vão ficando desse jeito.Mas foi só no passar para computador.)
Mas a palavra não é um ser indeterminado, indefinido, ela tem data de nascimento, tem origem, tem porquê, tem para que uso, aliás, como tudo neste mundo.
Porque a palavra é vista, pelo homem, como auxiliar, não como protagonista, ela é preparada/usada, para separar não para repartir.

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