sexta-feira, 21 de maio de 2010

EU JÁ VI CACHORRO GUIANDO OVELHAS, MAS RATO.

Viu como eu fiquei famoso? Depois do deserto com um geógrafo, o jardim com o presidente.
Q
Quando a imagem de um rato como eu (preto) torna-se mais importante que a fala do Presidente dos Estados Unidos, é porque está na hora mesmo de entrar na arca.
Exibido no Globo notícias, noticiado por Fátima Bernardes, agora, sim, vou ficar famoso no Brasil.
Tirando a cantoria e as artes cênicas, para ficar famoso no Brasil só indo para o exterior. Foi o que eu fiz.
Casa Branca, Aqui Vou Eu.
Lembrem-se, estrada de duas vias, na hora de ler: Aqui Vou Eu.
Sou Rato, meus amigos, fico no meio em tudo.
22-05-2010
Na essência todos conhecem a história do mundo e o seu rumo. Não é à toa que eu aprendi a nadar. Por exemplo, vou fugir à regra, pra conversar comigo vocês terão muito que rolar.
Vocês querem o fácil, eu não, para mim foi tudo sempre muito difícil.
Hoje em dia, só falam de mim em catástrofe, em tragédia, tudo sempre ligado em enchentes.
Comigo vocês vão ter que rolar. Vocês têm que saber que isso é uma barra, ou será que vocês não sabem que eu ando pelos cantos?
O Deus que fez vocês, também fez a mim, somos todos essenciais, necessários para algum momento. Lá no Egito ele não me pôs por praga. Salvou minha reputação.
Sou verificador de obra. Se bem feita e for pelo homem, não entro. Mas, se for de Deus, impossível ter caído fora. Vedação perfeita.
Está me recliminando? Um rato falando o nome de Deus?
Amigos, de infortúnio, eu conheço ele também, e quem o conhece sabe o que ele disse: Se estes se calarem até as pedras clamarão. E por que não um rato?
O que produz a palavra do homem é a sua história, e se todos fomos resgatados na mesma época, no mesmo tempo, porque seria diferente para com os outros seres?
Me chamam inseto? Isso não passa de nomemclatura humana, até vocês quando incomodam são chamados pelo nome que me deram. inseto.
Sou verificador de obra. Meu trabalho é verificar a vedação. Mesmo na ARCA eu só comia o que era migalhas,1Enquanto Paulo aprendeu aos pés de Gamaliel, aí me chamam de sujismundo. Só porque quis salvar-me como espécie.
Tem uma história de um rei que até aos bichos, aos bichos? Donos dos bichos requereu que lhes tirasse a comida para escapar da ameaça que Deus lhe fez. Eu estava lá, mas onde?
Eu sempre estive nos bons e nos péssimos lugares, não está me vendo ali na foto? Tanto entre reis como entre plebeus.
Alguns pequenos como eu comem migalhas, mas eu não tenho reservatório como as formigas.
Desculpem, não sei se foi por causa do tempo - no sentido de chuva, e no sentido de espaço - mas a flora não foi resgatada.
Quem mais se multiplicou na ARCA em 40 dias e 40 noites?
Cobra, lá, não era natureba. Foi lá que aprendi a ser este ser camuflado. Apesar do tatu era eu que me entocava.
Eu sei, como bom rato que sou, a hora de parar. De escrever, claro.
Neste mundo que Deus criou qualquer bicho pode escrever, porque a história de qualquer um começou na Arca. Começou, amigos. Começou mesmo.
No começo não esperei ser chamado por Noé. Sempre fui adiantado. De tão pequeno e ligeiro que sou, passei adiante de todos.
Como disse, sou verificador de obras, saber se aquela água toda que ia cair, tinha risco de entrar. Ainda me chamam de ser o primeiro a abandonar nevio. O que vi lá dentro foi mantimento. Por isso fiquei.
Por mais que tenha tamanho (medida), para você, aquela arca, imagine-a para mim. O mundo.
No princípio, é o que está escrito, dizendo dela, que ela seja quem for, a serpente, falou, e dela só se contou a história, de que haveria alguém que lhe pisaria a cabeça.
Não sei se é verdade, mas sempre achei que havia cobra de duas cabeças, mas nunca vi, mesmo assim não sei quando nem de onde ouvi que cobra tem duas cabeças, será que cobra assim é anomalia?
Pisar em cobra todo mundo pisa, só para exibí-la na TV. Parece que assim ela não sabe reagir.
Tenho certeza que em algum dia, em algum lugar já vi cobra com duas cabeças, daí fica difícil pisar, pisar numa mesma cabeça deixando a outra livre?
É, numa cobra de duas cabeças tem que subir nela somo se sobe em skate, a diferença é que ela não sai do lugar.
O homem conta muitas histórias, até que cobra, como skate, faz manobras. Mas, para o skate é preciso o manobrista. É difícil manobrar cobra de duas cabeças. Foi por isso que o homem, sempre pensando em alimentar a sua criança interior, inventou o skate.
Foram muitas as espécies que Noé resgatou, para praticamente, todas elas, para dominar é preciso montar e/ou segurar pela cabeça. Por que a cobra tem que ser com os pés? Porque desde que o homem é homem ele precisa de alguém para ficar em pé "sozinho". Dizem que a cobra, antes, ficava em pé.
Pegar carona nesta cauda de cometa, pela via láctea estava tão bonita, brincar de esconde-esconde numa nebulosa, voltar pra casa neste lindo balão azul.
O homem não faz coisa alguma antes de brincar de esconde-esconde, e não é a cobra, sou eu o expert em esconde-esconde e, se eu apareço - apesar da comédia que estão fazendo para ridicularizar o presidente - todo mundo, qualquer um apanha logo uma vassoura. Por que são bruxos? Não, mas porque são humanos. Quem é doido de mostrar o pé como português faz ou como fazem para tanger bichos que se assombram com um pézinho de homens medrosos.
É lógico que jornalistas, que de mim não sabem nada, não podiam fazer mais nada a não ser registrar o que lhes pareciam estranho. U m homem que não atrasou o evento por causa do medo infantil de jornalistas, talvez, se fosse aqui, considerando mais importante os convidados, se chamaria a guarda presidencial e um batalhão dos serviços gerais para dar cabo de mim, e ainda fazer exposição. É por isso que lá não estou.
Sou um rato de gabarito. Gosto muito do status quo. Sou das antigas, mas veja de guando.
Eu só aporto em terra firme. Gosto sim de ser carregado, como um rei. Saca.
Pense um pouco, amigo, essa coisa de tempo de gíria, né comigo, não. Será que consta no dicionário brasileiro a palavra, saca, de ensacado e não de sacar?
Essa coisa de saca essa idéia. Rato como eu não diz gíria, eu sei o que é moderno, e com certeza a linguagem não vem junto com ele. A linguagem que se usa para dizer: Sou moderno, logo, sou jovem.
Sai fora! alguém disse algo mais ou menos assim. Não foi para mim, para mim eu só ouço os impropérios. Sai para fora, foi de quem disse para o morto.
Como vocês, jovens, que não conseguem tirar a gíria da boca, um rato morto tem que ser achado, visto depois de morto, porque senão, é preciso muita narina, mas isso é o mesmo para o homem e para o rato.

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