domingo, 23 de maio de 2010

A MORTE

Hoje perdi um dos meus, devia estar baratinado, o cachorro foi quem mostrou. Não me condoi.
PorquÊ? Não somos humanos, que acham desculpas para aceitá-la. Fui aos fatos. Quando foi que isso aconteceu? No máximo ontem, pelo estado físico. Vocês ficaram enojados?
Outro dia passou um vídeo na tv em que, enquanto um gato morria o outro fez de tudo para salvar a vida dele. A tv que apresentou a cena repetiu-a várias vezes. Eu cá comigo, pensava, se fosse ser humano, e ele fizesse qualquer tentativa sem vitória, sem estar devidamente apto, era capaz até ser acusado de assassinato, ou no mínimo imperícia.
Somos lívres, caros amigos, somos diferentes de gatos, pelo menos desses gatos domésticados, mesmo quando criados nas ruas. Eles vivem aí em cima, e nós, como já disse, entocados. Mas não é sempre com vassouradas que nos eliminam. às vezes é por acidente.
Epa! Vocês que me desculpem, mas acidente não existe. É mesmo negligência, imperícia.
O fato de Deus dizer do machado, não foi pelo machado estar com defeito, mas de a pessoa não saber que havia alguém ali, atrás dela. O erro não deixa de existir, somente a pena foi atenuada. Na verdade, ao invés de morrer ele ia para uma cidade prisão.
É incrível, ele foi atropelado, morto, próximo, bem próximo de uma lombada, também bem próximo de chegar ao seu destino, o outro lado da pista.
Eu sei que vocês não gostam de nós, vão querer saber detalhes de um ser que foi impedido de chegar ao fim, por causa de alguém, que não sabemos , - sem testemunha - se cumpria as regras do trânsito, só porque o corpo dilacerado foi de um rato não se faz perícia?
Essa estória não é minha:
Um homem muito mau, morreu. Na vida inteira só tinha ajudado uma aranha, evitando-a de morrer. Quando ele estava no inferno pediu a Deus para tirar ele dali, e Deus perguntou: Você ajudou alguém? Não. Nem um bicho? O homem se lembrou da aranha. E Deus lhe disse: Eu vou enviar uma téia e você saia por ela.
Caros humanos, perito é muito perto de verificador, como eu. História de rato é o mesmo que de gente, até tem termo (moderno) para falar, dizem: morreu na praia!
Tentou, tentou, foi, foi, fez, fez e não conseguiu. Ou seja, como dizem: Não chegou lá!
É, meus caros humanos, história de rato é semelhante a de vocês.
Deus fez tudo no universo com objetivo é isso que produz movimento, seja para o rato, seja para a galinha, seja para vocês, humanos.
De onde vocês tiraram a idéia de que são diferentes dos demais seres? Não, são não. Não, são não. A história do mundo é uma só para todos, o desprezo de vocês para com os menores, ainda assim, não os tornam melhores, ao contrário.
Lembre-se, o mestre gostava muito de parábolas. Ora, ora, se ele falava com peixe, com jumento, por que não falaria comigo?
Deixem de ser, absurdamente, presunçosos, vocês lembram das parábolas que ele deixou para vocês? E a do homem rico e o mendigo? O rico estava no inferno e pediu que o mestre mandasse não sei quem, fazer não sei o quê sem lembrar das suas más obras. E qual era a má obra dele? Descaso, desprezo para com o mendigo. E o samaritano, do que o mestre estava falando? Descaso, desprezo, presunção.
Agora a sociedade está aí, todo mundo preocupado com o meio, mas que meio, se só há ambiente? Mas só estão se preocupando com o que é grande. Onde foi que acharam esse meio?
Tem uma frase que alguns dizem: Estamos num ambiente propício. Mas esta frase só é dita por quem já excluiram os pequenos, os que incomodam como eu.
Ambiente propício foi o que Herodes preparou para seus convidados virem uma apresentação do mestre.
~Vocês não têm que lutar por meio, porque só existe um ambiente, ovelhinha, o propício, e é esse propício que o homem não consegue aprender sozinho nem com o outro.

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